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Indo onde nenhuma adriana jamais esteves

Jan. 2nd, 2008 | 04:42 am

mudamos para melhor (ou é o que pensamos ter feito).

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Eu quero ser o seu guarda chuva quando vier o novo dilúvio.

Dec. 22nd, 2007 | 02:33 am

olhou para o céu cinzento.
"é...acho que vai chover."
colocou a mão sobre os olhos, espremeu-os, como se procurasse algo além do que via.
"...também acho."
passou a mão por seus ombros, olhou-a bem fundo nos olhos antes de beijá-la.
"mas tudo bem...se chover, a gente se molha."

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Fatalidade

Nov. 18th, 2007 | 09:10 pm

minha concha de ironia e sarcasmo me protege mais uma vez de tudo aquilo que eu evito. aquele maldito pode ser que seja. porque o que eu quero é ter certezas, o que eu quero é ser deixado em paz. mas parece que o mundo, você, e todo o resto dele, não parece respeitar essa minha vontade.
acredito que, pelo menos uma vez na vida, alguém deveria ter suas vontades realizadas. meu escudo serve para me proteger de qualquer um que eu ache que não é merecedor de minha confiança, ainda. e ele vai machucar qualquer um que eu queria, qualquer um que eu julgue ter invadido demais, qualquer um que esteja forçando demais. sem pena.
porque piedade é para os fracos.

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"Eu te amo."

Nov. 3rd, 2007 | 05:14 am

"acabei de me declarar para ela cara."
"mas por que, cara? essa coisa de declaração nunca adianta nada. quando a outra pessoa está gostando você percebe, há a química..."
"eu sei cara, eu sei... mas é que há sempre aquela pequena chance de que, com o patético gesto da declaração, ela se apiede de você e te dê uma chance."
"adiantou?"
"não."
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Heartbreaker - a prática

Oct. 16th, 2007 | 05:15 pm
music: Heartbreaker - Grand Funk Railroad

porque ela é do tipo que no começo te faz pensar que são amigos e que ela está bem com isso. depois ela começa a querer mais que sua amizade. e ela só quer isso porque sabe que você não sabe se pode dar mais que a sua amizade. então ela te faz gostar tanto dela, mas tanto que você começa a se apaixonar e vêm aquelas malditas dúvidas sobre a paixão. se é bom ou se é ruim e você, no começo se sente maravilhado em como ela é uma pessoa maravilhosamente interessante e inteligente, para logo depois de um tempo perceber que nada realmente é aquilo que é. mas ela continua atraente para você e você faz a besteira de dizer a ela o que você sente.
é então que ela começa a revelar o que verdadeiramente é. uma devoradora de homens. ela te engole só pra te esmagar entre os dentes. te cortar, estraçalhar. e você se lembra que no começo ela avisou... ela disse com todas as letras. mas você não queria acreditar e não o fez.
é que ela é do tipo de mulher que te quebra o coração.
e agora é tarde.

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Do começo, meio e fim.

Oct. 8th, 2007 | 03:24 pm

no começo era aquela excitação, aquela vontade de falar, de nunca calar e parecia, como sempre parece, que nunca nada iria mudar. mas alguns meses provaram que, como tudo o mais, isso não era nenhuma exceção. o que antes impulsionava conversas de horas e horas de duração, especulações sobre a vida o universo e tudo o mais, hoje são exterminadas com a brutalidade do não e a sequidão do sim.
a idéia de ambos juntos, sorrindo, olhando a paisagem caminhando por uma rua ensolarada às 4 da tarde ficava cada vez mais e mais distante. as nuvens cinzentas que no começo pareciam não estar lá, mostraram-se lá, onde sempre estiveram, mas ninguém fez questão de ver.
agora há irritação, inquietação, há o silêncio, duro como uma parede de concreto que serve para separá-los mais do que os quilômetros e quilômetros que, de fato, o fazem.
o futuro que fizeram foi destruído pela falta de atenção aos detalhes. ou, mais uma vez, a algo que ele fez (ou deixou de fazer) e nunca vai ter a chance de descobrir.
a casa que construíram, os filhos que tiveram, os carros que compraram, as viagens que fizeram, todas se foram porque eram feitas pela frágil matéria do sonho e nenhum sonho dura para sempre.

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frustrações.

Sep. 29th, 2007 | 08:42 pm

nasceu para ser frustrado: um jogador de basquete frustrado, um violinista frustrado, um estudante frustrado, um cantor frustrado, um violonista frustrado, um guitarrista frustrado, um baixista frustrado, um baterista frustrado, um roteirista de filmes frustrado, um roteirista de filmes pornôs frustrado, um roteirista de quadrinhos frustrado, um desenhista frustrado, um fotógrafo frustrado, um cientista frustrado, um ator frustrado, um ator pornô frustrado, um poeta frustrado, um escritor frustrado, um médico frustrado, um filósofo frustrado, um homem frustrado.
não tinha mulher, não tinha filhos, não tinha dinheiro, não tinha emprego, não tinha carro, não tinha amor, não tinha amigos, não tinha irmãos, não tinha pais.
tudo o que tinha eram suas frustrações, sua falta de conhecimento, seu pinto pequeno, seus pensamentos estúpidos, seus dentes cariados, suas rugas, suas cicatrizes, suas feridas abertas, suas juntas sujas, seu fedor, suas frustrações, sua vida.
e ele ainda ousava esboçar um sorriso.

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O preço da traição.

Sep. 19th, 2007 | 03:22 pm

"traição não paga traição."
"verdade..."
"duplo homicídio... talvez..."
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Baby don't you

Sep. 8th, 2007 | 12:35 pm

você dizia que eu era diferente, mas agora você percebe que não, que eu sou apenas mais um cara. que eu não sou especial e você tenta me substituir por outro qualquer, qualquer para mim, talvez não para você. e você me diz que eu não preciso sentir isso, que vocês só são amigos. agora eu te pergunto: como tudo começou? não éramos amigos antes? agora sinto-me um estranho, sinto-me invadindo sua intimidade, e o cíumes crescendo por você confiar seu dia a dia a ele e não a mim. por você falar besteiras enquanto está bêbada para ele e não para mim, por você não me mandar mais nenhum sinal de vida quando eu não mando nenhum sinal de vida.
essa noite eu tive um sonho. eu sonhei que eu estava num show com você e quando eu saí para me debater um pouco ao som de uma banda que marcou minha vida, você, na verdade, uma representação de você (ok, era outra garota, mas tudo o que aconteceu se encaixa com você no lugar dela), cedeu sua graça a outro. quando retornei aos nossos lugares você estava lá ao lado dele e eu não poderia fazer nada já que como você mesma disse: "não somos nada. somos amigos." e como amigo, e como o homem que te deseja, eu sofro com a visão, sofro com o pensamento, sofro com o sonho. nem mesmo nele eu posso te ter.
é, eu sinto que eu estou te perdendo e eu já te disse isso.
quando eu ouço uma música eu consigo encaixar versos dela no que eu sinto por você. e percebi isso quando fiquei com "sweetest thing", do u2, na cabeça durante toda a noite enquanto a assistia a um de seus filmes preferidos. e eu encaixei o "i'm losing you". e, hoje, o que posso imaginar cantando para você são versos de alguém, não sei quem (eu sou o mestre dos versos roubados para fazê-los meus, eu já admiti isso), cantados pela foz de roger daltrey seguida pela bateria frenética de keith moon e o baixo sensacional de john entwistle além da guitarra barulhenta de pete townsend. "the biggest mistake was loving you too much and letting you know. don't do it babe. don't you break my heart"

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As quatro estações.

Sep. 3rd, 2007 | 01:28 pm
music: Reginaldo Rossi - As quatro estações.

um dia eu vou juntar forças para dizer sem ter vergonha que eu amo uma mulher em todas as 4 estações. dizer que eu tenho 300 corações transbordando de amor para ela. e vou dizer que ela era a razão para eu estar naquele bailinho e que ela ir embora é o maior castigo que poderia haver. eu imploraria para que ela voltasse para mim, eu me humilhari. é. eu sou de me humilhar. eu sempre faço isso. eu sempre digo uma merda do tipo: "sabe, meu bem, eu te amo nas 4 estações, parece até que eu tenho 300 corações e todos transbordando de amor para te dar" porque por mais brega que seja, eu acho o brega lindão. ele te faz sentir.

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O assasinato de toda a sinceridade e o fim de um belo relacionamento.

Aug. 15th, 2007 | 03:51 am

e eu não sei bem quando começou. talvez sempre estivesse lá. aquela mancha no chão, que cresce e cresce e cresce e no fim vai acabar comendo todo o nosso piso e não haverá mais onde nos sustentar. eu não sei também o porquê. acho que é porque eu me dôo demais nesses ralacionamentos e espero que façam o mesmo por mim, mas nunca fazem.
e depois desses meses juntos eu só quero desejar que deus amaldiçoe todos os dias que vocês passarem juntos! é meu desejo. de coração.

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minha vida.

Aug. 1st, 2007 | 02:08 am

ela era minha vida.
e, deus, como eu nunca havia percebido antes o quão linda era minha vida?
por que não percebi antes de ter que fazer isso? por que tudo sempre parece claro quando já é tarde demais para se fazer qualquer coisa?
tudo parece mais claro quando se está prestes a ver o último raio de sol. agora, dentro do carro, observo-a indo e vindo pela janela de sua casa. pondo a mesa solitária, esperando que alguém venha para tirá-la dessa vidinha medíocre que ela finge amar tão bem.
a chuva cai fina, como em toda boa cena de um filme noir. eu até consigo me ver em preto e branco caminhando até a porta, batendo e sorrindo para ela. minha pele em um tom acinzentado, meus dentes amarelos ficando branco, meus olhos encontrando os dela que estão brancos com um círculo negro no centro. ela não me reconhece, minha vida não sabe quem sou, não sabe porque vim, não sabe o que farei. minha vida não sabe nada sobre mim. forço minha entrada na casa e meus sapatos deixam marcas de lama no seu tapete. meu sobretudo tem gotas de chuva que cintilam sob a luz branca de sua casa, ela me manda sair, pergunta quem sou e por que estou ali. fico calado, olho-a no fundo dos olhos, admirando-a. ela é tão linda de se admirar. por um momento eu fico triste de pensar que daqui a alguns minutos toda essa beleza esvair-se-á.
ela continua falando e eu continuo mudo. ela diz que vai chama a polícia. eu deixo que ela se aproxime do telefone, caminho até ela que disca rapidamente o 190, beijo-a apaixonadamente. a princípio ela resiste, ela é raivosa, meche-se, tenta escapar, mas se rende. olho-a nos olhos e vejo o medo em suas pupilas dilatadas. e eu sou a última coisa que ela vê.
o tiro sai como um sussurro, talvez um choro: a única lágrima que escapa dos olhos, silenciosa, furtiva, que rouba um soluço de você e some.
deito seu corpo no chão e fico alguns segundos admirando, sugando toda aquela beleza.
saio da casa, entro no carro e vou sem rumo, não há um sentido em tudo isso. as coisas simplesmente têm que ser. sem porquê.
a minha vida está morta.
minha vida acabou.
e eu vou seguindo.

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Pregador (ou o amor e suas infinitas formas)

Jul. 18th, 2007 | 02:06 am

"cara...essa mulher é demais."
"que mulher?"
"a do meu coração."
"outra paixão?"
"acho que é amor."
"como assim, acha?"
"hum...não sei definir cara."
"então você não sabe deifinir o amor?"
"não. e você, sabe?"
"bem, não são palavras minhas. li num livro, eu acho. mas diz muito do que é o sentimento do amor. creio que quando você se sentir assim saberá que realmente está amando. até lá, creio que não seja amor, talvez uma paixão muito forte."
"então...diz o que você leu."
"eu li o seguinte: 'amor é quando você pode bater uma punheta pensando na mulher que você diz amar e não numa loira de uma revista de mulher pelada. quando você faz isso, você SABE que é amor.' mas...talvez seja um pouco mais que isso, entende? só que eu achei isso bem verdadeiro."
"é...pensando direito. é verdade. e..."
"o que foi?"
"acho que nunca amei."
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sinceridade é uma arma quente.

Jul. 14th, 2007 | 02:14 am

"mas você é chato assim com todo mundo ou só comigo?"
"só sou assim com aquelas que eu acho lindas. é meio que uma proteção, um escudo de ironia e sinceridade atrás do qual eu me escondo com a intensão de ferir qualquer uma que tente se aproximar demais. a beleza me intimida demais e eu simplesmente não consigo lidar com isso."
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love is real.

Jul. 5th, 2007 | 12:33 am

tinha olhos lindos. não só olhos. mas sempre é bom começar com os olhos. dizem que eles são o espelho da alma. que eles falam tudo sem precisar dizer nada e todas as coisas que as pessoas dizem para conseguir deitar umas com as outras. os olhos dela não eram da cor do céu, nem da cor de mel, nem pareciam com o mar, nem tinham a aparência da terra recém molhada. parecia mais com café passando pelo filtro de papel e entrando na garrafa térmica. e era disso que sempre me lembrava ao vê-la parada , ou andando, ou fazendo qualquer coisa que ela estivesse fazendo.
cabelos negros como a noite caiam-lhe sobre os ombros e de lá não passavam. alguns cobriam sua visão.
e depois dos olhos, do que posso falar? sua boca? seu rosto marcado em alguns cantos por algumas espinhas? não há muito o que falar sobre sua boca. porque tudo o que eu queria, por meses a fio, era apenas saborer seus lábios, mordê-los, sugá-los, bem como faria com sua língua rosada e suculenta, mesmo às vezes cheirando à comida apodrecendo, porque é assim que a boca de todos cheira.
e depois eu poderia listar todo o seu corpo. suas pernas grossas, mas nem um pouco torneadas, seus seios grandes e um pouco caídos, seus glúteos nem tão abundantes assim e com aquelas celulites que toda mulher tanto odeia. em suas ancas, algumas estrias. em sua barriga a comida sendo digerida, em suas tripas, a merda sendo feita. em sua bexiga a urina se acumulando. em seu coração não há homem nenhum. há apenas sangue sendo bombeado. ela tem fluidos, mucos, ossos ali dentro, assim como eu. e ela é a perfeição disfarçada de mulher.
e eu amo essa mulher.

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ônibus.

Jun. 27th, 2007 | 10:38 pm

cabelos loiros ondulados, até o meio das costas, artificial, mas ainda assim conseguindo ser bonito. uma pele branca, mas não causasiana, apenas clara. bronzeada. usava uma blusa preta e um jeans azul metálico que. MEU DEUS, QUE RABO LINDO! e eu evitava olhar, mas meus olhos eram atraídos para aquela perfeição rabal, um verdadeiro monumento. e eu só tive vontade de levantar e dizer: "gata, preciso da sua bunda." mas acho que não seria algo muito politicamente correto de dizer. além do mais, as garotas não gostam de quem chega nelas chamando de gata. enfim, encarei aquela bunda linda. então, num momento de distração, percebi um velho que me secava. me secava com seus olhos bem abertos no meio de sua cara chupada. e eu tentei ignorar. tentei ignorar. tentei voltar para a bunda, mas alguém estava cobrindo a minha visão do céu. voltei para meu livro.

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mais um de amor.

Jun. 20th, 2007 | 01:07 pm

"acabou! vou me livrar de uma vez por todas das drogas."
"drogas!? mas eu não sabia que você usava drogas. por que nunca me disse?"
"como não? e toda vez que eu dizia que estava amando?"
"..."
 "só tem um probleminha..."
"qual?"
"é que para essa droga ainda não achei uma clínica de desintoxicação."
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Amor.

Jun. 5th, 2007 | 02:33 am

"Cara, eu amo aquela mulher!"
"Porra cara, mas já?"
"Como assim, já, cara? Demorou 19 anos para eu amá-la"
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Indianismo

May. 29th, 2007 | 10:26 pm

e a festa rolava solta. já haviam falado de livros, de música, de quadros, recitaram algumas poesias e trechos de bukowski e fante, além, claro, de clarice lispector e lygia fagundes telles. agora, entre uma tragada e outra eles preservavam o silêncio que os deixa "angustiados e sozinhos, mesmo estando no meio de tanta gente". alguns encaram o nada, outros olham para lugar nenhum e muitos simplesmente não sabem o que fazer e ficam fitando seus tênis que um dia foram all stars, mas que hoje, depois de eles perceberem que a moda de all star entrou muito na moda e um pouco porque perceberam que aquele tênis era mais desconfortável que sandália de dedo, não têm marca nenhuma porque eles não gostam de rótulos. (mas eles não dizem abertamente: não gostamos de rótulos. eles acham que isso é coisa para os seres que ainda não evoluiram ao nível deles. eles deixam isso para os emos. e eles são indies).
"mas o que são indies?" você me pergunta. um colega disse: "Indie é a abreviação de Indieota, miguxês para idiota. São seres que se acham superiores, viciados em drogas pesadas (suco de laranja)"
ele não poderia estar mais certo.

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À indiferença

May. 28th, 2007 | 12:50 am

"eu vim aqui hoje para te dizer tudo o que eu sempre quis dizer, mas nunca achei que teria coragem. eu amo você."
"..."
"e toda vez que eu olho para você, eu sinto o meu coração batendo rápido e devagar, ao mesmo tempo. e eu diria milhões de coisas que os apaixonados como eu dizem, mas eu quero que você saiba, eu não sou apenas mais um cara apaixonado. eu quero tanto passar meus dias ao teu lado. e cada segundo gasto é bem gasto só por ter sido contigo ao meu lado."
"..."
"e encarar teus olhos é como ver o paraíso perto de mim, e sonhei tantas vezes em beijar seus lábios e sentir os sabor deles..."
"..."
"mas acima de tudo sempre teve uma coisa que passava horas e horas imaginando, que eu ponderava sobre e que agora, que eu já disse tudo isso e vi sua reação, eu queria saber de você, diretamente."
"o quê?"
"você cospe ou engole?"
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